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Com alta do arroz, baianos buscam alternativas e passam a comprar macarrão

A cada ida ao mercado, consumidores se assustam com a constante alta no preço dos produtos. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo (USP), o preço do arroz registrou alta de 120% nos últimos 12 meses.

Na Bahia, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Dieese, o produto registrou alta de 22,5% entre janeiro e agosto deste ano. O resultado é visto nas prateleiras. O produto, que custava cerca de R$ 2,50, já é encontrado por R$ 7,50 ou mais.

Segundo especialistas, a alta no preço do arroz é causada principalmente pelo dólar, que está a R$ 5,27 (na manhã desta sexta-feira 11). Enquanto não volta aos preços normais, clientes passam a reduzir a compra de arroz e passam a buscar outras alternativas para substituir o produto.

Em nota, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz, Abiarroz, afirmou que acompanha as altas do produto e considera a pandemia da Covid-19 como uma das responsáveis.

A Associação ressalta que outro fator fundamental para a alta do preço é a baixa oferta de matéria-prima pelos produtores, além da redução do frete rodoviário. Segundo a entidade, 58% do arroz plantado foi colhido até o momento.

“Seguimos acompanhando os movimentos de mercado, confiantes na atuação das nossas empresas e cientes do importante papel desempenhado pelo setor como desenvolvedor de atividade essencial”, diz a Associação.

Enquanto o arroz não volta aos preços normais, o macarrão vem tomando mais protagonismo no prato do brasileiro. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirmou que prepara uma campanha para estimular a substituição do arroz pelo macarrão.

Fonte: Varela Noticias